Limite-se, mas com moderação!

É curioso como as vezes vamos moldando nossas ações no que queremos ser e fazer, futuro. Não no que somos e fazemos presente. A vida passa a ser uma encenação de um teatro incompleto, pois o que quer, não é apenas uma mísera bola de sorvete e sim o pote inteiro.

Permitimos que a cena se interrompa para vivermos na ansiedade e procuramos por outra cena incompleta.
As partes das cenas juntas nunca serão um pote cheio, nem uma vida completa.

Sendo assim,
É melhor comer um pote inteiro com satisfação do que em partes lamentando.
Limite-se, mas com moderação!

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Pote de sorvete de 5 toneladas.

Texto de Danuza Leão:

DUAS BOLAS, POR FAVOR

Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa,contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.

O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de ‘fácil’).

Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta./

Tem vontade de ficar em casa vendo um dvd, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar./

E por aí vai.

Tantos deveres, tanta preocupação em ‘acertar’, tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação…
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão…

Às vezes dá vontade de fazer tudo “errado”.
Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.

Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.

Um dia a gente cria juízo.
Um dia…
Não tem que ser agora.

Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate…
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.

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Natureza: Parte da Construção Humana

Muitas vezes a natureza é ainda vista como impedimento ao progresso, muitas como parte e não todo.
Os conhecimentos passados são deixados para trás e vistos como ultrapassados em um movimento natural de boa parte das sociedades que conhecemos, em que tudo rapidamente te torna obsoleto.
Mas, a resistência do passado permanece e mostra sua função e importância como lição de vida e aprendizado.

As fotos abaixo são um método adotado na Índia que compreendeu a natureza, e ao invés de ir contra ela a utilizou para se favorecer.

Chuvas torrenciais não são conhecidas apenas por paulistanos. Os indianos também sofrem desse mal e bastante! possuem chuvas de até 15m por ano!

Com a alta dos rios era comum o povo de Cherrapunji (estado de Meghalaya) perder suas pontes (é, assim como nós perdemos as nossas). Mas com uma ajudinha da natureza e uma engenharia elfica encontraram uma solução!

Cultivar pontes!

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As arvores da espécie Ficus Elastica, são comuns para nós, soltam raízes aereas e “acabam com calçadas e muros”. Para o povo de Cherrapunji tornaram-se a solução. Suas raízes são torcidas e trabalhadas com outros materiais e formam em 15 anos pontes capazes de suportar o peso de mais de 50 pessoas!

O melhor é que ao contrario das pontes comuns, com o tempo só se tornam mais firmes e melhores!

Ficus elastica

Ficus elastica

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Conhecer uma espécie antes de planta-la,

conhecer a força da natureza,

se aliar a esta força e

lembrar das tradições

É uma das melhores formas de reduzir enfrentamentos homem x natureza, reduzir esforços e gastos de material e energia nessa guerra inútil.

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Pense Nisso: Alimentação

Fonte: Clube de Criação de São Paulo

Fonte: Clube de Criação de São Paulo

 

Os números acerca do desperdício de alimentos no mundo são espantosos, por ano são perdidas 26,3 milhões de toneladas de alimentos, capazes de alimentar 19 milhões de habitantes e representam uma perda anual de US$ 1 bilhão.

Muitos desses alimentos são perdidos antes mesmo de chegarem ao consumidor. Estima-se que 64% seja perdida apenas na cadeia produtiva enquanto que nos mercados 4,48% são perdas financeiras devido aos perecíveis.

Na fase de armazenamento e pré-preparo chega-se a perder 30% do alimento comprado, tendo em vista que é comum que o cliente deixe de consumir 20% do alimento que escolhe. Tem-se ao final do processo grandes perdas financeiras, ambientais e sociais.

Deve-se considerar no calculo dos prejuízos gerados pelo desperdício que essas perdas representam também perdas ambientais e sociais. Pois ambos são afetados por fatores como a dificuldade de disposição de resíduos, aos danos gerados ao meio ambiente na produção dos alimentos e a desigualdade social, tendo em vista que a fome é uma realidade atual.

Para redistribuir esses alimentos, reduzir os danos ambientais de produção e descarte, e atender a um público cada vez mais consciente, muitos restaurantes têm adotado estratégias de gestão que incluem a redução do desperdício de alimentos como o planejamento do cardápio, o treinamento da equipe e campanhas de conscientização.

A doação de alimentos não utilizados pelo restaurante é uma prática que poderia auxiliar em muito a redução dessas perdas, contudo, é evitada, a legislação determina que caso o alimento cause algum dano a saúde de seu consumidor este pode processar o restaurante.  

O QUE FAZER?????

É importante que com consumidor cada um faça sua parte e comece o controle na hora de escolher seu pedido. Perguntando-se quanto de fato quer e principalmente quanto PRECISA comer!

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Caso queira colaborar não apenas com seu bolso e com o meio ambiente. Organize com sua família ou amigos uma campanha de doação de alimentos. As vezes o que parece pouco para você é tudo para outro!

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Estou para escrever há anos uma história que paira em minha mente de forma desconexa. Optei agora por escrever os trechos desconexos e ver no que dá. Irei partilhando e espero que um dia a história se forme.

Não imagino que a forma final seja um romance adulto reflexivo. Mas uma história para distrair a mente e viajar por um mundo diferente.

Bom! Aqui está a primeira parte!

 

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– Ah, então ainda mantém sua vaidade humana?

– Mas que mal há em um pouco de vaidade?

– Bem sabe Benael.

O anjo riu, um riso livre, forte, masculino e contagiante. Sabia de fato que a vaidade entre anjos é condenável por trazer a irracionalidade e em sua função de colaborar com o bem estar humano, a irracionalidade não seria sinônimo de ajuda.

Mas em seu fundo mantinha, um traço comum nos menos evoluídos, uma saudade de um corpo de carne. Um desejo e saudades do toque entre peles, fraternal ou carnal e ainda que sua bondade angelical sobressaísse frente ao desejo terreno, as vezes se deixava levar por pequenas travessuras.

No momento Benael estava ajudando uma humana, a qual não havia nutrido nunca muita empatia, uma guriazinha apática com a vida, descontrolada com as pessoas, realmente desnecessária frente ao reino dos céus. Ainda precisaria de muito tempo para poder trabalhar junto a algum anjo ou equipe.

Ontem contudo algo havia acontecido. Ainda que Benael estivesse mais que acostumado com os constantes pedidos humanos de ajuda. Esta criança fez algo diferente, não especial, mas diferente para seu ego. Achou uma representação humana da imagem de Benael e sem querer lhe enviou um claro sinal de interesse humano em um ser do sexo oposto.

A comunicação sutil sempre foi a forma utilizada pelos anjos e a menina fez com uma clareza que o atingiu diretamente. Tanto que agora ela havia se tornado sua pupila.

– Vamos Benael, não vá se tornar um anjo perdido por essas brincadeiras

– Ah, fui xavecado! Está com inveja, há quantos anos não recebe um xaveco, e a mocinha é bem bonita!

– Isso é pedofilia, ela tem o que? Uns 20 anos? Vc tem no minimo 60 mil vezes mais que isso!

– Ela não é tão nova! Da pra ver, a alma dela até que… ok, ela é bem nova. Fique tranquilo não a pedirei em casamento – e riu zombeteiro, voltando sua atenção novamente à consciência da menina.