No banco do carona

casa predio grama

Grama, grama, grama

Casa, casa, casa

Prédio, prédio, prédio

E vão se passando os caminhos entre conversas, risos e silêncios.

O motorista, as vezes um piloto, as vezes uma aprendiz assustada, as vezes apenas um bom amigo, vão me contando histórias a cada novo caminho.

Entre as estreitas ruas e as grandes avenidas me mostram apenas com suas escolhas, os caminhos já trilhados por suas vidas.

Meu antigo bairro, minha antiga escola, casa do ex, minha academia.

Sem palavras mostram o que sentem, com palavras posso confirmar o que já me disseram.

Ruas estreitas, desconhecidas aos olhos de muitos, uma observação mais focada em uma esquina que nada de especial parece ter, estes foram locais acolhedores me dizem suas curvas.

Grandes vias, grandes voltas desnecessárias, olhares fixos em placas, grandes referencias, me dizem: daqui nada sei ou nada quero saber.

Entre conversas entrecortadas por uma novidade de nosso passeio, aprendo mais sobre a mão amiga estendida ao volante que nos leva ao destino. Aprendo que ainda que realize as mesmas curvas de outra mão, nunca serão feitas da mesma forma, nunca com a mesma história.

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