Danette/Chandelle Caseiros

Gente! Descobri mais uma alegria de viver. Pelo menos para o meu paladar que não exige uma culinaria de chef.

Aquele danette que custa uma pequena fortuna para um pote tão pequeno pode ser feito em casa.

Eu já tinha tentando uma vez, peguei uma receita na internet que ia creme de leite. Não achei nada parecido. O que fiz foi basicamente somar brigadeiro + pudim. A receita é mais ou menos a seguinte:

Ingredientes:

  • 1 Lata de Leite condensado
  • 6 colheres de sopa rasas de cacau em pó (da para fazer com achocolatado mas fica mais doce )
  • 1 colher de sopa cheia de margarina (usei sem sal e acredito que funcione com manteiga também)
  • 2 colheres de maisena
  • 0,5 L de leite
  • Panela de fundo mais grosso (esse ingrediente não é de comer, mas panela muito fina acaba com qualquer doce e você ainda vai achar que a culpa é sua)
  • Colher de silicone ou madeira (também não é para comer, mas é melhor na hora de mexer)

Modo de preparo:

Misture tudo, leve ao fogo até engrossar e ponha na geladeira. Fim!

________

Como sabemos que falar é fácil e fazer não vamos para a realidade….

 

Como misturar os ingredientes:

Se misturar tudo de uma vez a chance de fazer pelotas indissolúveis de  maisena e de cacau em pó é muito grande….

Recomendo que:

Opção 1: coloque  a maisena e cacau em um copo com um pouco do leite e bata em uma massinha, vá acrescentando leite aos poucos.

Opção 2:  Dissolver primeiro no leite condensado e depois misturar ao resto dos ingredientes

Resumindo:  primeiro dissolve a parte que é em pó em um volume pequeno de algum liquido da receita e depois mistura tudo.

 

Como levar ao fogo:

Primeiro: Chame alguém que esteja acostumado a mexer no fogão se você não estiver (não importa a idade!!) fogo é perigoso, eu mesma já quase coloquei fogo na casa algumas vezes.

Segundo: Acenda o fogo (ok ok…)

Terceiro: ABAIXA O FOGO! É doce não churrasco.

Quarto: Mexa a colher em movimentos circulares tentando passar a colher em todo o fundo da panela equilibradamente.

Quinto: A maisena vai começar a engrossar e sua receita vai ficar gostosa mas cheia de pelotas se não mexer tudo rápido e tomando cuidado para não colar nada no fundo.

Sexto: se ver que ta formando uma camada grossa no fundo NÃO TENTE DESCOLAR desista, mexa mais suavemente, sem passar a colher rente ao fundo, até que ferva e pare de engrossar. (não se preocupe depois que tirar o doce da panela você raspa o que colou e come. Aí fica tudo certo)

Sétimo: O ponto dele deve ser um pouco mais liquido do que o do Danette, ele vai terminar de engrossar quando esfriar.

Oitavo: Coloque em uma vasilha sem raspar o que ficou colado no fundo, espere esfriar um pouco e ponha na geladeira por umas horas

Nono: Comer!!!

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(lembre que panela e colher não são de comer)

 

Nasci em uma guerra

Nasci em uma guerra, mas não sabia disso. A primeira emoção a qual fui apresentada foi a dor, chorei, mas chorar não fez passar. Me acostumei com aquela realidade. Não havia outra a ser escolhida.

Conforme caminhava no campo de batalha conheci um mundo repleto de emoções, sensações, aprendizados, os passos eram difíceis, pesados, as vezes eu caía e tinha uma mão estendida pra me erguer. Mas muitas vezes meus amigos e familiares estavam ocupados demais salvando suas próprias vidas para poderem me ajudar e eu precisava ter forças para me erguer sozinha.

Aprendi o que era a alegria, o poder de um sorriso, de uma brincadeira, de um abraço, era o que me mantinha viva porque a guerra permanecia dia a dia. O som das bombas a cada passo parecia estar mais próximo, assim como os gritos de dor e os lamentos. Meus amigos a cada dia traziam mais histórias de perdas, doenças e tragédias. Elas se aproximavam dos meus amigos, da minha família, daqueles que me ajudavam e para quem eu dava suporte no campo de batalha.

Em meio a dor e sofrimento conheci a paixão. Um sentimento mais confuso que o amor que se misturava ao medo, a tristeza, a alegria, ao ciúmes. Em sua presença eu não ouvia as explosões e os tiros, em sua ausência os sons se tornavam ensurdecedores. Pensei que não poderia ouvir os lamentos, tiros e explosões mais próximos e ainda piores até que minha paixão se aproximou. Olhou para mim e disse com naturalidade que não queria lutar ao meu lado. Sem me dar margem para argumentos ou perguntas, ele se afastou. Nunca mais o vi.

Tive vontade de correr para fugir. Meus amigos não deixaram, me seguraram, me distraíram. Reduzimos o ritmo, caminhamos com calma. Aprendi a observar a beleza da amizade, do amor, do carinho e da fé. O tempo me fez esquecer.

As perdas faziam parte do nosso cotidiano, escolher o caminho errado poderia significar morte certa. Ainda que fossemos avisados dos perigos muitas vezes arriscávamos por diversão, para desafiar quem nos desafiava naquela guerra.

Nessas brincadeiras a vi mais perto do que eu já tinha visto, um passo errado e meu amigo não mais caminhava. Eu não estava ao seu lado trilhávamos passos um pouco diferentes, não pude avisá-lo a tempo, ele foi atingido e muito antes do tempo.

Seu corpo estava no chão sem vida. Parecia que iria acordar a qualquer momento, mas eu sabia que não. Seus pais lamentavam ao seu lado, não havia palavra de consolo.

Ajudamos aqueles que o amavam a se erguerem e voltei a caminhar lentamente. Neste mundo só há uma direção a seguir. Em frente. Em direção a morte.

Descobri que a guerra estava além do visível, estava em meu corpo, uma leve fraqueza de uma brincadeira na chuva poderia me acometer a doença, milhões morreriam em meu corpo. Diariamente dentro de mim, milhares morriam para me renovar e me manter viva. Se meu corpo não fosse mais capaz de se renovar, ele morreria independente dos ataques externos.

Meus pais conforme caminhavam se curvavam, cada passo parecia lhes pesar, cada vez mais frágeis, seus corpos adoeciam, seus sentidos começaram a falhar, suas mentes os enganavam, seus passos tremiam, mais e mais, reduzi meu ritmo para acompanhá-los, até que o inevitável aconteceu, os vi cair.

Primeiro chorei ao lado daqueles que já não se moviam, queria ficar com eles por toda a vida, queria te-los ao meu lado. Procurei um abrigo em que eu pudesse me esconder da vida, chorar até que a morte me encontrasse sem que eu precisasse dar mais um passo. Mas não havia esconderijo da vida, ela estava em mim.

Por mais que eu tentasse me agarrar aquele momento, tentasse retornar para a época em que estávamos juntos, eu não conseguia voltar, ninguém que eu amava estava mais para trás, apenas à frente. Meus amigos me puxaram para que eu não parasse, para que retomássemos aquele lento e constante ritmo.

Me levantei aos poucos e retomei os passos com aqueles que ainda estavam ao meu lado. Amei, ele também. Eram sentimentos mais controláveis que a paixão devastadora que eu tivera mais jovem. Eu possuía um companheiro para trilhar comigo aqueles tortuosos caminhos, para lutar junto a mim contra o inimigo que surgisse, para me avisar das áreas de risco e velar meu sono como eu ao dele.Tive dias lindos de amor.

Foi então que aconteceu, tivemos um filho. Não soube se eu havia o presenteado ou amaldiçoado com a vida, mas eu o amava mais do que eu acreditava ser possível amar. A trilha se tornou menos árdua, era possível sorrir. Ainda que aos poucos, um a um dos meus amigos caísse. Ainda que meu grupo fosse cada vez menor. Eu o via brincar e podia me sentir em paz, a vida trazia vida.

Eu já era uma sobrevivente, mas a guerra não acabava e um dia o sorriso se foi. Um acidente me deixou só. Uma bomba inusitada nos atingiu. Não houve avisos, sinais, era para ser um dia normal, mas não foi. Não havia mais pai, não havia mais família alguma. Corri.

Corri para chegar logo ao fim, eu não queria mais estar ali, não havia mais sentido lutar esta batalha, mas eu ainda estava muito distante do fim, não conseguia me atirar à morte assim. Parei de correr. Voltei a caminhar. Olhei para a minha pele. Percebi quantos anos se passaram enquanto eu fugia da vida em busca da morte. A maioria dos meus amigos haviam ficado para trás. Escolhi me isolar quando mudei o ritmo que percorria a trilha e como sempre soube, nunca há volta. Era necessário recomeçar.

A passos lentos, lembrei daqueles que amei e que um dia estiveram comigo. Todos que conheci construíram quem eu era, eu não estava só, eram parte de mim. Relembrei dos dias que me ensinaram a olhar ao redor e ver a beleza na vida. Não na batalha, naquele campo interminável de dor, de explosões inaudíveis e devastadoras. Mas nas mãos que se estendiam para ajudar ao outro, nos sorrisos retirados da esperança, na força que surgia do companheirismo.

Fiz novos amigos, mas poucos haviam chegado tão longe. Via ainda um a um cair, cair, cair, mais outra queda.

A morte não me gerava mais desespero, era natural. Alguns não tinham mais agilidade para fugir das adversidades da guerra, outros poucos que ali chegavam caiam como os meus pais.

Eu era uma vitoriosa na vida e meu premio ainda era a morte. Quando havia apenas alguns poucos ao meu lado foi que eu a vi. Não vestia preto. Não carregava uma foice, carregava sim uma paz que eu havia visto pela última vez no sorriso de minha família. Um último tropeço me levou ao chão, mas não o senti. Abaixo de mim estava uma grama fofinha e lindos olhos receptivos.

Reconheci meu filho, meu marido, meus pais e a maioria dos meus amigos. Não havia mais bombas, tiros, não havia morte. Me levantei. Não havia mais dor. Eu sabia exatamente como ela era, sabia que era uma chaga que nunca se apagaria de minha memória. Mas não podia mais senti-la, se fora de meu corpo a confusão das escolhas, o sofrimento das perdas.

O pior sentimento que tinha eram as saudades dos amigos que ali ainda não haviam chegado, mas sabia que se lutassem até o final logo estariam conosco.

Abracei os que lá já haviam chegado. Estávamos enfim em paz. Havíamos vencido a guerra. Vivemos e morremos para termos o descanso eterno.

A Dança

Saltando de um ponto para o outro, agitando suas formosas vestes em um belo contraste de preto e branco, ora se aproxima, ora se afasta em uma dança de exibição e leveza.

Na platéia daquele espetáculo ela o observa, parecendo interessada em qual será a próxima cena da apresentação. Naquele momento ela não está preocupada com casos passados, não se preocupa com casos futuros. Apenas o observa em seus movimentos firmes e suaves, dignos de alguém com quem ela gostaria de estar.

A cada movimento de sua dança ele se aproxima mais, não quer ser indelicado a ponto de arriscar chegar perto demais e assustá-la. Quer conquistá-la, quer que sua dama o queira por perto. Sempre.

Quando estão a um bico de distância ambos se observam, o tempo parece parar enquanto uma eternidade se passa brevemente. Os dois olhos negros ficam frente a frente cientes de que ainda que haja milhares de outros olhos como aqueles no mundo, não são eles que os dois desejam.

Não estão preocupados se merecem um parceiro melhor, ou se são bons o suficiente. Têm uma vida sem comparações em que sabem que aquele a sua frente possui todas as graças de que precisam, se algum outro tiver mais graças, de que lhes importa?

Um salto coordenado

Uma troca de lugares nos galhos

Um bater de asas tão rápido quanto o bater de seus pequenos corações.

Está selado o casamento que não precisa de papéis, acordos, partilhas. Não haverá separação da família, ou amigos.

A única partida que conhecerão será a das longas viagens que farão juntos. Conhecendo paisagens, revisitando lugares e talvez cantando em sua janela, junto da parceira escolhida, uma canção alegre digna do vôo da andorinha.

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Humanos não tem garras

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Humanos não tem garras, não tem presas, tem pele fina e pelada, possuem uma visão de pouco alcance, ouvidos não muito eficientes, olfato apenas para o que está a poucos metros. Somos mais frágeis que os filhotes de muitos outros mamíferos.

Nossa força está no intelecto, nossa inteligência é tão voraz que desafiamos a gravidade, criamos as mais belas músicas! Mas também desafiamos a criação, a natureza do equilíbrio do local onde vivemos, nós quebramos ciclos.

Sem as presas de um tigre e sem força de um elefante um único humano, armado de sua cultura é capaz de matar muito mais que qualquer predador conhecido.

Enquanto a estrutura frágil humana parece dizer:  era para haver paz.

Ainda que não em total comunhão com a criação, impossível quando dependemos de outras vidas para nos servir de alimento e para vivermos. Nossa natureza, nossa estrutura nos diz a cada dia como não é necessário violência, força física para prosperar.

A sabedoria da criação presente em nossos corpos lamentavelmente é ignorada pela ganância tão humana criada por nós em nossas mentes.

A violência vem a nós em desastres, tragédias, guerras, sofrimento, vistos através de grandes criações tecnológicas, quando a mais bela de todas é ignorada. Nossa própria criação. A vida.

Surdez da multidão

Se eu for dar uma palestra com um grande publico e convidar a todos para saírem da sala, para ir a um ambiente externo. Todos irão ouvir de primeira?

Provavelmente não.

Todos vão serão como surdos.

É essa a mesma surdez que existe quando estamos sempre em grupos, manadas: temos comportamento de bando.

Ficamos surdos ao que nos dizem, ao que nós mesmos dizemos, porque estamos acompanhados e confiamos que estamos seguros.

Mas e se fossemos para um lugar com menos pessoas, com maior proximidade, todos poderiam se ouvir não?

Esse é o problema dos grandes centros urbanos, das grandes coorporações e dos grandes eventos. Comunicação.

Ainda que pareça que nada tenha a ver com nada, tudo está interligado pelo menos motivo:

Quando há muitas pessoas, muitas bocas e mais ouvidos ainda essa soma gera uma total falta de comunicação.

Claro que um microfone/alto-falante poderia resolver a nossa situação da palestra, bem como a organização e tecnologia poderia resolver o problema das cidades e grandes empresas.

Mas é mais agradável ouvir a voz da pessoa e poder responder a ela ou ouvir apenas seu grito, suas palavras unidirecionalmente?

Sentimentos como estresse de um som acima do que gostaria, da impessoalidade, de uma voz unilateral. Surgem.

Se há uma pergunta para o motivo do estresse e caos urbano, creio que esta seja uma resposta.

Trabalhos Acadêmicos e a Página em Branco: Como começar?


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Quem está na faculdade e tem que fazer trabalhos de final de semestre, com aquela estruturinha de artigo acadêmico, conhece a sensação desesperadora da página em branco.

Alguns escrevem e apagam títulos para um trabalho ainda não concluído, outros tentam começar pelos objetivos do trabalho, mas não se sabe de onde eles vem, outros vão para o referencial teórico, mas não sabem qual o problema para fundamentar.

Isso quando conseguimos começar a escrever algo de fato.

Já sofri muito desse mal e ainda sofro,  o que costuma a ajudar é usar a técnica do esquema, que além de orientar o que escrever como se fosse uma ficha de cadastro de informações, servirá para que seu texto não se torne uma sopa de letrinhas.

 

O esquema padrão de um trabalho acadêmico é:

Introdução

                Justificativa

                Problema de pesquisa

                Objetivos de pesquisa

Referencial Teórico

Metodologia

Cronograma

Resultados

Perspectivas Futuras

Conclusão

Referências Bibliográficas

 

Isso ocupa meia página quase e já ajuda um pouco a te orientar, bem como supre o pavor da “página em branco”, contudo… isso não supre o pavor do “tópico em branco”.

Quando não se está muito acostumado ou estamos com um tema difícil é complicado definir o que escrever em cada tópico e como organiza-lo, por isso achei melhor dar uma melhorada na coisa:

 

Introdução

                Justificativa

                             – Importância para sua área da pesquisa

                              – Importância prática/social da sua pesquisa

                Problema de pesquisa

                Objetivos de pesquisa

(obs: geralmente o problema vem antes da justificativa, coloco nessa ordem para que seja feito um desencadeamento lógico até se chegar ao problema em questão, para mim fica mais encaixadinho tudo)

 

Referencial Teórico

                Seu tema principal

                                – Histórico

                                – Situação atual

                                – Situação problema

                Seu tema secundário

                                – Histórico

                                – Situação atual

                                – Situação problema

                 Como esses temas se relacionam

– Qual o marco teórico ( algum autor ou autores que falam de ambos os temas ou que falam coisas que permite interrelacioná-los)

– Enfoque da sua abordagem ( qual a corrente teórica que vai seguir, aqui é o espaço de citar os autores que acha pertinente ao problema de pesquisa)

 

Metodologia

                Teoria da Metodologia

                – Falar um pouco das opções de metodologia que você possui:

                                – Pesquisa quantitativa, qualitativa ou quali-quanti (suoerficialmente)

                                – Natureza da pesquisa ( focar um pouco mais)

– Procedimento de pesquisa( definir e demonstrar as possibilidades existentes para o seu tipo de pesquisa de forma mais detalhada)

– Qual a metodologia no seu trabalho dentro desse horizonte

– Abordagem metodológica (quantitativa, qualitativa ou quali-quanti, explicar um pouco o que é a que escolheu)

– Natureza da Pesquisa (empírica, bibliográfica, autobiográfica)

– Procedimento de Pesquisa (indicar se será e justificar etnográfica, laboratorial, experimental, pesquisa ação, história oral, bibliográfica, documental, estudo de caso, estado da arte ou pesquisa da própria prática)

– Descrever o procedimento de pesquisa detalhadamente (neste caso cada caso será um caso)

 

Cronograma (se for o caso)

Resultados ( Finais ou esperados)

Perspectivas 

– Tópicos não abordados mas que precisam ser explorados, dificuldades que precisam ser reanalisadas, pontos confusos

Conclusão

Referências Bibliográficas

 

Pronto! Seguindo esse modelo, já terá uma página e pouco escrita e estará muito mais próximo de concluir o trabalho!  \o/

Claro que cada trabalho vai ter sua particularidade e com o tempo recomendo adaptar esse modelo para a sua área de estudo, por enquanto, espero que ajude.

Cistite, infecção urinária e complicações

Antes de mais nada, não sou médica, nem absolutamente nada da área da saúde!!! Só uma pessoa que sofreu com essa doença por 1 ano e quer alertar quem não conhece os riscos.

 

O que você sente?

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Primeiro:

Vontade de ir ao banheiro toda hora! (sim a principio é basicamente isso)

 

Segundo:

Ardor ao urinar, é uma sensação estranha mas num geral se descreve assim.

Nessa fase já pode ser possível ver alteração na cor da urina, fica embaçada.

 

Terceiro:

Dor nas costas!

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Sim, dor nas costas e aqui está meu maior alerta, muitas vezes não percebemos os sintomas anteriores, ou estamos ocupadas demais para isso, vem essa dorzinha nas costas que pensamos ser mau jeito, mas não! É o seu rim, um órgão VITAL que está passando por GRAVES apuros. Sua infecção não está mais só na sua bexiga.

A dorzinha é um pouco diferente da muscular, quando é muscular vc sente doer quando se movimenta, a dor dos rins parece mais constante e o teste fatal é dar uma LEVE batidinha em cima dela. Não recomendo fazer isso em casa de forma alguma.

 

Uma pausa para um relato:

Tive este problema quando estava com mais uma das minhas infecções, na altura já havia me acostumado com elas, minha médica simpática não receitou nada e mandou eu esperar os 7 dias para o exame ficar pronto! Já havia uns 4 dias que eu estava com dor nas costas “por causa da mochila pesada”.

Certo dia cheguei em casa comentei com a minha mãe, ela preocupada deu uma batida SUPER leve nas minhas costas pra testar… fui para a cama, pq tava malzinha de dor da infecção urinária normal, a dor aumentou como em uma pontada de cólica, fui avisar a mãe e pela cozinha acabei ficando, saí com os enfermeiros/medicos.

Devo dizer que a experiência de uma dor dessa foi única! Fiquei por umas horas como se tivesse sido drogada, a medica que veio me buscar até hj esta na minha memória como um anjo (o.o acho que só quem passou entende). Mas definitivamente não recomendo isso para ninguém!

Enfim…

Solução:

O tempo passou, consegui superar essa fase de cistite crônica e não graças a essa médica. Usei chá de picão preto (sim, esse nome é péssimo!) quando eu sentia algum incomodo ou quando tinha alguma relação. Quando a coisa apertava tomava um remedinho mais leve que os antibióticos (que não vou falar o nome, procurem o médico). Antibiótico ja diz no nome o quanto faz mal.

Para reduzir a dor quando tive que esperar o exame ficar pronto eu tomei um chá de canela com gengibre, MUITO forte (pedaço de 1cm e 1 colher de pó de canela fervidos por 5 min), deixa meio feliz pq são estimulantes, não curam, mas ajudam a segurar o desconforto até ia ao medico.

Mas recomendo fortemente que: se seu medico pedir para fazer o exame e falar para voltar em uma semana sem te receitar nada mande ele… quero dizer, vá a outro.

Eles pedem uma semana para passar o remédio certo depois do resultado do exame, mas dependendo da situação pode ser muito tempo.

 

O motivo do alerta:

Certa vez em uma mesa de casamento conversei com uma mãe e ela fez um alerta, que após a morte de sua filha fazia a todas: Cistite é mais perigoso do que parece, sua filha teve 3 dias de internação apenas.

A maior parte dos casos é como o meu, é possível agonizar com esse incomodo péssimo por semanas, mas há casos que progride muito rapidamente.

Prioridade pela vida meninas! Devemos trabalhar para viver BEM e não viver para trabalhar.

 

Como pegar e como evitar?

– Limpar o bumbum errado: (isso serve para as adultas viu??) constrangedor falar isso, mas importante: mulheres, a direção certa de limpar é para trás!!! Nunca puxe sujeira para as áreas que vc precisa manter limpas. Tem quem recomende um banho.

– Alimentação ácida: abacaxi, suco de maracujá e basicamente tudo, é ácido (limão é uma exceção ácida permitida). Se as coisas não vão bem, esses sucos vão piorar. Vivi muito tempo a suco de caju, pelo menos é barato e não afeta o sistema.

– Relação sexual:

É a causa mais comum. Já observei entre amigas que as chances de ter cistite depois de uma relação aumentam se o relacionamento está mal (leia-se, brigas e falta de amor). Então se a coisa ta tensa entre vcs atenção dobrada!

– Evite relações com a bexiga cheia, isso atrapalha também.

– Tome cuidado com as posições, se você tem tendência a ter cistite é bom evitar pressionar sua bexiga, logo, evite coisas muito… profundas.

– E se você curte: Da área de lazer para esgoto pode, o contrário NUNCA.

Se não pode evitar e teve relação de alguma forma acima citada recomendo o chá de picão preto umas duas vezes no dia (a planta ok?).

 

Obs: há varios outros motivos, como pedras nos rins, sistema imunológico fraco, estresse, medicação, mas considero esses de cima os mais comuns.

Mães

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Crianças também tem cistite! Digam para suas filhas que se sentirem alguma coisinha estranha para fazer xixi para avisar, observem e se a urina estiver embaçada, corra para o médico, o seguro morreu de velho!

As vezes que tive quando criança foram leves e curaram sem fazer nada mas há risco.

 

Gateiras

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É uma das doeças mais comuns em gatos e gatas também e pode também levar a óbito, minha amiga perdeu um amiguinho assim. Eles começam a ir menos na caixa de areia e pode acontecer de fazerem xixi fora do lugar, não briguem com eles, se isso acontecer é melhor levar no veterinário.

Verifiquem também o teor de sódio da ração, algumas como a Whiskas, tem sódio pra caramba.

Halloween

Cheios de poder, míticos em toda civilização, temido por muitos. Seus conhecimentos são naturais, mas não normais aos demais humanos. Sob o olhar do medo, a natureza antecipadamente cobriu com terra e vida seus corpos, derrubados a tiros e assassinados em fogueiras.

Interlocutores do mundo, da vida além do humano.

Ele fala através da natureza, aceita viver o que homens chamariam de loucura, um nome dado a verdades proibidas, torna-se uno com a Terra.

Ela por sua vez, fala através de aprimorados sentidos, treinados por anos na difícil tarefa de unir todos os dialetos e traduzi-los em um rudimentar idioma e pensamento português, japonês, alemão, nenhum capaz de traduzir o cantar de um passaro ou a brisa do mar.

Ele pertence a terra, ela ao ar. Se tocam por um limiar entre céu e terra, muito tênue, mas extenso a ponto de poderem se confundir como portadores do mesmo poder, da mesma magia e ao final, em uma arara de roupas se misturam com outros personagens, passando entre mãos de quem procura uma fantasia de Halloween.

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Comprovado cientificamente porque homens morrem mais cedo

 

Sempre rolou pela internet uma piadinha do” porque os homens morrem mais cedo que as mulheres” com as fotos:

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Gostaria de agradecer a empresa de publicidade russa AdvTruck por ter realizado uma incrível pesquisa científica para colaborar na comprovação deste fato! Tudo bem… ela não fez isso intencionalmente, mas o resultado foi formidável 517 acidentes em apenas 1 dia de publicidade.

O objetivo real desta empresa era apenas demonstrar que era possível utilizar a lateral dos caminhões para realizar publicidade pois todos veriam ao longo do dia. A questão é que eles resolveram demonstrar isso com jovens peitos femininos! Mas que brilhante idéia!

Devo concordar que a impressão foi ótima, recomendaria a gráfica:

Créditos: AdvTruck

Créditos: AdvTruck

 

Com 30 pares de peitos estampados em sua frota de caminhões, tiveram que tirar seu anuncio de circulação por atrapalhar a circulação da cidade.

Observe o depoimento de um dos envolvidos:

“Eu estava no meu caminho para uma reunião de negócios, quando vi este caminhão com uma foto enorme de seios em seu lado passar. Então eu fui atingido pelo carro de trás que disse ter sido distraído pelo caminhão. Ele me fez atrasar e deixei meu carro na garagem, e embora eu estou segurado ainda não fui ressarcido”

A empresa disse que não pagará pelos danos causados.

Mas o mais importante é que está provado, homens morrem sim mais cedo por causa de mulheres, afinal, imagina se fossem peitos de verdade!

Brasil e o Luto

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O resultado da eleição saiu. A festa da republica federativa brasileira acabou após uma narrativa das urnas apuradas que me fez sentir em final de jogo de futebol, seguida inclusive de gritos, fogos e buzinaços.

Pouco menos da metade da população eleitoral brasileira que opinou está em  luto.

Um pouco mais comemora, muitos provavelmente por terem ganhado o “bolão” de quem trabalha na campanha de um partido vitorioso, em que um serviço simples pode oferecer uma comissão de cerca de 10 mil a cada funcionário… entende? Cada funcionário.

Casas de altos valores, nunca alugadas por isso, pertenceram por uns meses aos partidos, agora terão novamente estampadas em sua frente: ALUGA-SE.

O luto de muitos vem desde a copa, desde o retorno do Collor, desde as consecutivas eleições de Maluf, desde há muito mais tempo do que existi. Lamentavelmente, estes muitos são minorias nunca defendidas por programa nenhum de nenhum governo, por bandeira política alguma.

Alguns puderam gritar em junho de 2013, a maioria parecia manter seu nariz de palhaço da ignorância e individualidade, lutando por mais um dia de circo e talvez pão.

No lugar de pão houve balas, manifestantes sejam bem intencionados ou não, de direita, esquerda, centro, independentemente ajudaram a ensinar que falar é perigoso.

O luto pelo Brasil não deveria pertencer apenas aos partidários de #Aécio45 ou aos #foradilma. Deveria ser de todos, mas lamento que a maioria ainda se aproveite de brechas da lei, de agrados a fiscais, de individualismos e que sequer saiba o que significa de fato economia, mesmo a de água.

As minorias não serão representadas enquanto estas forem as maiorias.

O povo tem o governo que merece.

 

#lutobrasil

#lutobrasil